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O Processo

O processo, a materialização do pensamento, que no seu todo existe como uma vizualização conceptual do objecto final é no contexto deste arquivo uma parte integrante do conteúdo expositivo. O foco desta primeira exposição está na riqueza do “como”, e na liberdade de abrir a janela da experimentação entre o fim e o que fica no pensamento de quem criou.

Nupial Soup > Branca Cuvier

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Descrição: Lavadeira — 70 cm x 20 cm; “Bride” — 50 cm x 35 cm; Lavadeira — sabão azul; Bride — sabão turco

Técnica: Corte

Conceito: série de colares feitos em sabão onde o seu potencial é explorado através da lapidação. Os colares são para ser usados num momento especial, para embelezar o corpo, momento esse que acaba por ser tão efémero quanto os colares.

Contexto: Joalharia contemporânea.

PANO > Gonçalo Campos & Maria Bruno Néo

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Descrição: Porcelana.

Técnica: Empanejamento (protótipos) e empanejamento e molde de gesso (peça pré-final).

Conceito: Candelabros feitos a partir da técnica do empanejamento, processo que consiste em embeber tecido de algodão em porcelana na modelação da peça e que quando a peça é cozida no forno o tecido arde e desaparece. Cada peça é única já que sofre da imprevisibilidade do processo.

Contexto: Após uma auto iniciada produção, os designer Gonçalo Campos e Maria Bruno Néo colaboram agora com a VICARA – exploratory design, que edita a peça, tratando da produção, comunicação e comercialização. Este processo do protótipo ao produto é aqua exposto, sendo que são notórias as interações resultantes das condicionantes de processos de fabrico, a adequabilidade da forma à função na transição de um processo artesanal para um semi-industrial e, por último, que a ideia se transforma quando se materializa num produto para o Mercado.

UN JOUR SI BLANC / 2012 > SEM TÍTULO / 2011 > Inês A

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Descrição: 6’20 loop • 23×27,5 cm

Técnica: Video • Mista sobre papel abrasivo.

Conceito: A partir de uma pintura sobre madeira, pintada em sucessivas camadas, uma série de papeís abrasivos foram utilizados, para a preparação e construção dessa pintura. Durante este processo o gesto que leva ao apagamento sucessivo de superfícies e denuncia a transparência da matéria, tenta revelar o que não se vê, o que aparece escondido, revelando novas imagens.

Contexto: Este conjunto de trabalhos nasce no ateliê enquanto lugar de buscas e de possibilidades constantes entre o visível e o invisível. Nasce de erros e de transformações, de imagens inconscientes, de acasos. É nessa procura quotidiana, na reflexão sobre o acto de fazer, que se vão revelando lugares imaginários marcados pelo que cada instante sugere, num processo sem fim. É feito de tempo, de ritmo, de sombra e de luz. Muita luz.

TEASET’POT / 2013 > João Abreu Valente

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Descrição: Faiança; pigmento cerâmico, vidro transparente.

Técnica: Molde em gesso, barbotina.

Conceito: Teapot’set é um bule de chá que que produz o seu próprio serviço. O processo de fabrico passa pela utilização de uma quantidade fixa de barbotina (barro líquido) que vai deixando menos material para produzir a peça seguinte. A coloração do serviço, é uma visualização do método de produção, no primeiro enchimento é possivel visualizar as duas colorações diferentes do barro que ao longo do tempo (do processo de fabrico) se vão misturando em apenas uma cor enquanto o barro é constantemente vertido para dentro e fora do molde.

Contexto: Process – The performance of matter.
(tese de mestrado Contextual design – Design Academy Eindhoven)
A expressão “forma segue a função” é cada vez menos um statement que representa o pensamento do design contemporâneo. A mudança está cada vez mais na busca de uma materialização do pensamento em design, que acaba por ser o processo em si. Para este fim desenvolvi um método de pesquisa, onde objectos criam outros objectos, tendo como base o conceito de Modernidade Líquida do Zygmunt Baumant. Em Process — The performance of matter a função passa a ser uma consequência do processo, desconstruindo a ideia de forma e função para — “função segue o processo”.

FROZEN TREES, 2012 > Like Architects

Descrição: 2400 dispensadores de sacos de plástico: Rationell Variera.

Conceito: São árvores reinterpretadas; são árvores de Natal, brancas. Trinta cilindros – candeeiros autoportantes e auto-suficientes – são colocados ao longo da praça, desenhando uma paisagem que organiza novos fluxos e enquadramentos e convida os visitantes a novas experiências espaciais. Desenhada a partir da associação continuada da peça “Rationell Variera” de K Hagberg/M Hagberg (IKEA – 1,5€) e tirando partido da sua forma, “FROZEN TREES” traz uma peça da escala doméstica para a escala da cidade – acto que conduz à dissociação da função original da peça e mesmo à perda da sua identidade enquanto elemento isolado, fazendo um apelo geral à criatividade na actual conjectura socioeconómica.

Contexto: Os volumes, totalmente perfurados, são atravessados visualmente propondo uma presença etérea na praça. A instalação tira assim partido dos buracos da peça original e do carácter translúcido do seu material – plástico polipropileno -, simultaneamente flexível, não inflamável e com grande capacidade de absorção e transmissão de luz, natural ou artificial. Integrando-se com a envolvente urbana, a instalação “FROZEN TREES” assume posturas diferenciadas durante o dia e a noite: de dia, as árvores provocam sombras inesperadas e formam no seu conjunto uma paisagem de volumes abstractos, brancos e rendilhados, através dos quais se vê a envolvente; de noite, iluminadas por LEDs desde o interior, as peças, como candeeiros, explodem com uma luz branca de intensidade variável, criando uma atmosfera natalícia.

COPOS DE COLECÇÃO > Mafalda Fernandes

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Descrição: Copo 1 — 30 x 70 mm; Copo 2 — 35 x 150 mm; Copo 3 — 65 x 100 mm; Copo 4 — 65 x 170 mm; Vidro.

Técnica: Vidro soprado em molde de cartão.

Conceito: [Molde] = [Rolo de cartão da antiga estrutura fabril : ASA – Indústria Têxtil, S. A.] = 40mm de diâmetro x 150mm de altura. [Vidro soprado (870ºC a 1040ºC) + Rolo de cartão (inflama a 427ºC)] = 5 Copos de Champagne de Colecção.

Contexto: Apresentação a 10.03.2012 em Guimarães, Capital Europeia da Cultura. Projecto inserido no Opening da exposição/performance Copos de Coleção integrada na exposição Collecting Collections and Concepts, curada por Paulo Mendes / Colaboração: Vista Alegre Atlantis, Alcobaça, Portugal. A convite por: Mariana Pestana.

ADIÇÃO > Nuno Farinha

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Descrição: 15x15x8,5cm; cerâmica.

Técnica: Por adição.

Conceito: Através dos objectos, olhar, reflectir e agrupar.

Contexto: Design de equipamento contemporâneo.

SPORE VASE > Paulo Sellmayer

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Descrição: Vidro sódico (peça final); Vidro Borosilicate (protótipos). Solução microbiológica (Sabouraud Dextrose Agar),seringa e agulha.

Técnica: Vidro soprado com molde em madeira, colagem UV (peça final) e vidro soprado e moldado a quente (protótipos).

Conceito: Spore é um vaso para fungos.
Embora que presentes no nosso ambiente, devido à sua natureza repulsiva, são raramente vistos no nosso mundo esterilizado.
Este vaso cria um recipiente inócuo para o florescimento de fungos.
O meio de cultivo é injectado com uma seringa através de um oríficio no topo.
Os esporos que existem no ambiente circundante são as sementes.

Contexto: Handle with care — briefing de projecto em Bolzano, Itália. Este projecto foi inicialmente desenvolvido em Bolzano, Itália, enquanto uma proposta para um trabalho académico. É um trabalho de investigação sobre a tipologia vaso e recipiente (vessel) e a relação entre meio artificial/natural que existe nos ambiente humanos. Este trabalho foi-se desenvolvendo ao longo de diferentes exposições, primeiramente a Dutch Design Week 2010 e de seguida a DMY Berlin Design Post, sendo que a forma e o método de injecção se foram aprimorando. Este conjunto explícita o processo subjacente no desenvolvimento do projecto.

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Fotografias da Inauguração